
Definição: Clamídia é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), que afeta na maioria das vezes, os órgão genitais, gerando, mas também pode acometer a garganta e os olhos. Causando diversas complicações homens e mulheres com vida sexual ativa, quando não tratada.
Não existem muitos dados no Brasil, por não ser uma doença de notificação obrigatória. Mas dados providos dos EUA do Centro de Controle e Prevenção de Doenças mostram que a maioria dos casos acontece com pessoas na faixa etária entre 15 e 24 anos.
Agente etiológico (causador): Chlamydia trachomatis
Transmissão
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Contato sexual (anal, oral ou vaginal);
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Ou pela forma congênita (infecção passada da mãe para o bebê durante a gestação).
Observação: A clamídia não é transmitida por meio de transfusão sanguínea. Porém, se a pessoa infectada deseja doar sangue, deve informar ao profissional de saúde a presença da infecção.
Sinais e Sintomas
A maioria dos casos não apresenta sintomas (em torno de 70% a 80% das situações).
Os sintomas mais comuns nas mulheres são:
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Corrimento amarelado ou claro;
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Sangramento espontâneo ou durante as relações sexuais;
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Dor ao urinar e/ou durante as relações sexuais e/ou no baixo ventre (pé da barriga).
Nos homens, os sintomas mais comuns são:
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Ardência ao urinar;
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Corrimento uretral com a presença de pus;
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Dor nos testículos.
Complicações
Se não tratada, a clamídia pode provocar algumas complicações, como:
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Infertilidade;
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Dor crônica na região pélvica;
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Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
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Gravidez tubária, também chamada de gravidez ectópica tubária (quando ocorre nas trompas);
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Complicações na gestação.
Observação: Pessoas com imunidade baixa, podem ter um quadro mais grave do que em pessoas mais saudáveis.
Quais riscos de infecção por clamídia na gravidez?
A clamídia na gravidez pode provocar diversas complicações durante e depois da gestação, tais como:
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Gravidez tubária ou chamada de ectópica tubária (que ocorre nas trompas);
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Aborto espontâneo;
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Inflamação da camada interna do útero (endometrite);
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Parto precoce (com risco de parto antes das 37 semanas de gravidez);
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Infecção pós-parto (se a clamídia for contraída durante a gestação).
ATENÇÃO: No caso da gravidez, durante o parto vaginal, a criança infectada pode nascer com conjuntivite neonatal e se não tratada adequadamente, pode levar à cegueira.
Diagnóstico
O diagnóstico é uma combinação de fatores: história clínica, exames (físico, ginecológico e laboratorial), sinais e sintomas.
Na presença de qualquer sinal ou sintoma, recomenda-se procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento com o antibiótico adequado.
Ao confirmar o diagnóstico, os parceiros sexuais devem ser tratados, mesmo sem manifestar nenhum sinal e sintoma (assintomático), podendo ser indicados, em situações especiais, alguns exames.
Tanto o diagnóstico quanto o tratamento são ofertados, de forma integral e gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Exame especular: Presença de secreções esbranquiçadas e sanguinolentas providas do colo do útero.
Exames laboratoriais
Pesquisa de antígenos
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Imunofluorescência direta (DFA);
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Enzimaimunoensaio (EIA).
Pesquisa de ácidos nucléicos
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Sonda de DNA;
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Amplificação (PCR, LCR, TMA).
Pesquisa de anticorpos
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Imunofluorescência indireta (IFI);
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Microimunofluorescência indireta (MIF);
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Enzimaimunoensaio indireto (EIA).
Para mais informações sobre exames, consulte seu médico ou acesse o último link desta matéria (explicando como é feita cada técnica).
Tratamento
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Uso de antibióticos, como por exemplo, ou , receitados pelo médico conforme cada caso.
Com o tratamento adequado é possível erradicar completamente a bactéria.
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Em gestantes, o antibiótico melhor indicado varia conforme o caso.
Desta forma, é muito importante que nesses casos, a gestante faça o acompanhamento pré-natal regular e realização dos exames prescritos.
Quais os riscos se não tratada?
Se não tratada adequadamente, aumenta os riscos de contaminação e transmissão do HIV.
Tem cura?
Sim, a clamídia pode ser curada com o uso de antibióticos.
Porém, para garantir a cura total, durante o período de infecção é aconselhado evitar contato sexual desprotegido.
IMPORTANTE: Os parceiros sexuais também devem ser avaliados e orientados pelo profissional de saúde para evitar nova contaminação.
Fontes


