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Definição: É uma condição uterina adquirida, caracterizada pela formação de aderências (tecido cicatricial, chamadas de sinequias) dentro do útero e/ou do colo do útero. Em alguns casos, as paredes uterinas anterior e posterior grudam-se entre si, agravando o quadro. Já em outros, as aderências se formam em uma pequena parte do útero (restringindo a um local).

A proporção de aderências que define se o caso é leve, moderado ou severo.

Essas aderências podem ser finas ou espessas, espalhadas ou concentradas, varia conforme o caso.

Normalmente não são tecidos vascularizados, sendo este um importante atributo que ajuda no tratamento.

 

Sintomas

 

  • Fluxo menstrual escasso ou ausente (amenorreia);

  • Dor na época da menstruação, chamada de dismenorreia ou cólica (mesmo que a menstruação não ocorra);

  • Abortos recorrentes e infertilidade, podem ser indicativos da síndrome.

 

OBS: A dor pode indicar que o sangue não esta podendo sair do útero, porque o colo do útero está bloqueado por aderências.

 

Causas

 

  • Dilatação e curetagem de um aborto espontâneo ou retido (90% dos casos);

  • Trauma no revestimento do endométrio (gerando o processo normal cicatricial);

  • Retenção de placenta (com ou sem hemorragia);

  • Cirurgias ginecológicas/ obstétricas (como retirada de miomas ou pólipos e cesarianas);

  • Infecções (tuberculose genital e esquistossomose).

 

Asherman do Endométrio ou Esclerose

 

Trata-se de uma condição de agravo da síndrome em que o endométrio foi exposto (a camada basal foi destruída ou removida) e junto as aderências (mesmas da Síndrome de Asherman).

Ela é uma grave, pois é difícil de ser tratada e com maior risco de complicações em cirurgias uterinas (como na miomectomia).

 

Incidência

 

É uma condição difícil de ser diagnosticada, mesmo em exames de rotina, como o ultrassom.

Acredita-se que sejam afetadas cerca de 1,5% das mulheres que fizeram histerossalpingografia, 5 a 39% abortos recorrentes e 40% que passaram por dilatação e curetagem (seja de remoção de abortos retidos após o parto ou aborto incompleto, como para retirar produtos contraceptivos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diagnóstico

  • Histeroscopia (visualização direta da região interna do útero);

  • Histerossonografia;

  • Histerossalpingografia;

  • Radiografia com contraste (visualização das trompas).

 

Tratamento

 

  • Cirurgia através de histeroscopia (podendo ter auxílio por laparoscopia);

  • As cicatrizes devem ser removidas preferencialmente com tesoura (para evitar a formação de novas aderências após a cirurgia) - Ainda em discussão pelos médicos;

  • Outra opção é a suplementação com estrógeno para recuperação do endométrio e implantação de um balão, afim de prevenir de futuras aderências;

  • Existem cirurgiões que preferem a histeroscopia mão cirúrgica semanal, depois de realizada a primeira cirurgia (podendo desta forma identificar novas aderências e tratá-las mais facilmente).

 

OBS: Apesar das inúmeras opções, ainda não há um consenso de qual método seria mais eficaz para evitar futuras aderências e restaurar a fertilidade.

 

 

 

Consequências

 

  • Infertilidade;

  • Abortos recorrentes;

  • Crescimento restrito de útero (gravidez);

  • Endometriose (destruição do endométrio);

  • Câncer de útero (antes ou depois d menopausa);

  • Dor inflamatória pélvica (causado pela amenorreia, impedindo a menstruação de sair do útero, pela obstrução);

  • Asherman do Endométrio ou Esclerose.

 

 

Prevenção

  • Monitoramento precoce da gravidez;

  • Misoprostol (usado para remover abortos retidos ou incompletos, como para casos de placenta retida e hemorragia após o parto);

  • O Misoprostol evita a utilização de instrumentos de raspagem e curetagem (a manipulação desses instrumentos, pode aumentar o risco de surgir a síndrome);

  • Caso ocorrer aborto retido, o risco após uma dilatação ou curetagem é maior quanto maior for o tempo de morte do feto (logo a importância de um bom pré-natal);

  • Ultrassom pode auxiliar um cirurgião quando o material retido (placenta, aborto, corpo estranho) já tiver sido removido (sem necessidade de raspagem do endométrio).

 

Fonte

https://www.ashermans.org/pt/ininio/, acessado em 24/09/19.

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