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(08/07 até 12/07)
Assunto 1 (08/07/19)
Toxoplasmose Congênita
Definição: A Toxoplasmose é uma das infecções parasitárias mais comuns em humanos, de ampla distribuição geográfica.
Toxoplasma gondii
O agente etiológico é o protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii. O risco de transmissão vertical (de a gestante infectada transmitir a infecção ao feto) é de 40 a 60% em mães não tratadas e de 25-30% em mães que são tratadas durante a gestação. Cerca de 5% das crianças infectadas vão a óbito ou são demasiadamente afetadas pela doença. O feto pode ser infectado durante a vida intrauterina ou durante o parto.
OBS: É importante causa de doenças oportunistas em pacientes infectados pelo HIV, uma vez que tais pacientes possuem uma deficiência imunológica característica.
Transmissão: A transmissão pode ser fecal-oral, através da ingesta alimentar, transplacentária, e em casos raros, por meio de transplante de órgãos e transfusão sanguínea. A infecção da gestante geralmente acontece através da ingesta do parasita o qual invade as células do trato digestório ou é fagocitado pelos leucócitos. Por sua vez, a transmissão ao neonato ocorre pelos parasitas que atravessam a barreira placentária a partir da circulação materna (transmissão vertical). Vale ressaltar que tal infecção pode levar a lesões mais graves se for adquirida no primeiro trimestre de gestação. Porém, se a infecção materna ocorrer no último trimestre (maior frequência) as sequelas são menos graves.
Mulheres que possuírem soropositividade para o Toxoplasma gondii anteriormente a gestação, raramente transmitem a infecção para o neonato.
As sequelas variam de acordo com a idade gestacional, peso e resposta imune podendo afetar vários tecidos e órgãos, como olhos, sistema nervoso central (SNC), coração, pulmão, rins, ouvidos, gônadas, pâncreas, músculo estriado e glândulas suprarrenais. Em torno de 15% dos recém-nascidos infectados, o acometimento ocular é o único sinal clínico, sendo a retinocoroidite a principal lesão apresentada.
Diagnóstico: O diagnóstico gestacional se dá através do exame clínico (linfadenopatia, meningoencefalite, febre, erupção cutânea, retinocoroidite e adenomegalia), e essencialmente, por métodos imunoenzimáticos padronizados e automatizados, uma vez que permite a inclusão da gestante em terapia protocolar com o intuito de minimizar complicações clínicas clássicas decorrentes da transmissão vertical. Além disso, sorologia e outros métodos laboratoriais são utilizados (parasitológicos, histopatológicos, isolamento in vivo e in vitro e PCR). A sensibilidade sorológica é mais elevada quando realizada entre 17 e 21 semanas de gestação.
Manifestações oculares: No exame de fundo de olho é encontrada a cicatriz coriorretiniana de toxoplasmose (sinal patognomônico), retinite, lesões que afetam a mácula e inflamação retiniana.
OBS: A cicatriz coriorretiniana pode ser descoberta apenas na idade escolar – em testes visuais – uma vez que, as lesões, na maioria dos casos, estão totalmente cicatrizadas ao nascimento.
Outras manifestações: Calcificações intracranianas, microcefalia, retardo no desenvolvimento, hepatoesplenomegalia e elevação de anticorpo IgG no soro do recém-nascido (aumentam ou permanecem positivos em período de até 18 meses).
Profilaxia: A toxoplasmose congênita, assim como suas sequelas, pode ser evitada através da prevenção primária (educação da população por meio de campanhas, da mídia, etc) e da identificação da toxoplasmose gestacional o mais breve possível.
Tratamento: A forma cicatricial não requer tratamento algum, já as reativações seguem condutas terapêuticas para toxoplasmose ocular.
O tratamento clássico é diferente do tratamento durante a gravidez (tomar cuidado com as Sulfas, pois são teratogênicas). Vale lembrar que durante o tratamento clássico, é fundamental o estabelecimento de um período de dois meses a um ano para um controle hematológico mensal (contagem de hemácias e plaquetas).
Para saber mais, consulte um médico.
Fonte
http://www.rbac.org.br/artigos/toxoplasmose-gestacional-uma-revisao/





Assunto 2 (09/07/19)
Rubéola Congênita
Definição: Rubéola Congênita ou Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) provém de uma infecção da mãe pelo vírus da rubéola durante as primeiras semanas de gestação, sendo que quanto mais precoce, mais grave a doença se torna, podendo prejudicar o feto.
Agente etiológico (causador): Vírus RNA, gênero Rubivírus, família Togaviridae.
Transmissão
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Via intrauterina (da mãe infectada para o feto).
Complicações:
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Morte fetal;
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Anomalias congênitas: catarata, glaucoma, microcefalia, diabetes e surdez.
Diagnóstico pré-natal: Feito através de exames laboratoriais (sangue), a fim de identificar a presença de anticorpos fetais (produzidos pelo feto) antes do nascimento.
Exame de fundo de olho
Fundo de olho: Normal
Exames laboratoriais
Essenciais para detectar a presença de anticorpos específicos do feto IgM e IgG para a rubéola antes do nascimento. Apresentando anticorpos IgM para rubéola no sangue do recém nascido é evidência de infecção congênita, uma vez que os anticorpos IgM maternos não ultrapassam a barreira placentária. Esses anticorpos IgM podem ser detectados em 100% dos casos de crianças com SRC ate o 5º mês, em 60% de 6 a 12 meses e em 40% de 12 a 18 meses.
Os anticorpos maternos da classe IgG podem ser transferidos passivamente ao feto através da placenta, sendo identificados também nos recém nascidos normais, nascidos de mães imunes a rubéola. Não e possível detectar IgG maternos daqueles produzidos pelo próprio feto, quando infectados na vida intrauterina. Visto que a quantidade de IgG maternos diminui com o tempo, desaparecendo por volta do 6o mês, a persistência dos níveis de anticorpos IgG no sangue do recém nascido é fortemente sugestiva de infecção intrauterina.
Tratamento
Sendo voltado para as más formações congênitas (feto), de acordo com as deficiências apresentadas. Quanto mais precoce for a detecção da doença, melhor será para realização de tratamentos clínicos, cirúrgicos e de reabilitação.
Prevenção (Segundo o Ministério da Saúde)
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A vacinação é a única maneira de prevenir a rubéola congênita;
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Caso a mulher chegue à idade fértil sem ter sido previamente vacinada, deverá receber uma dose da vacina tríplice viral;
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Mulheres grávidas não devem receber a vacina contra a Rubéola. Elas devem esperar para serem vacinadas após o parto;
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Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegido contra a Rubéola. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença;
Se não estiver, deve ser vacinada antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.
O MÉDICO SEMPRE DE SER CONSULTADO EM SUSPEITA DE DOENÇAS
NUNCA UTILIZE MEDICAÇÃO SEM PRESCRIÇÃO
A PREVENÇÃO É A MELHOR MANEIRA DE COMBATER DOENÇAS
Fontes
http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sindrome-da-rubeola-congenita/
http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=526







Assunto 3 (10/07/19)
Citomegalovírus/Citomegalovirose Congênita
Definição: Denominada Citomegalovirose Congênita, ela é uma doença que pode acometer a grávida ou mesmo o feto. Antes da gravidez, a mulher pode possuir anticorpos para combater a infecção e evitar a transmissão. Porém se a infecção ocorrer pouco tempo antes ou na primeira metade da gravidez existe chances de transmitir o vírus para o bebê e causar diversas complicações.
Agente etiológico (causador): Citomegalovírus (CMV), também conhecido como herpes vírus humano tipo 5 (pertencente a mesma família do herpes vírus).
Sinais e sintomas
Os sintomas de uma infecção por citomegalovírus são pouco específicos, incluindo:
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Dor muscular;
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Febre acima de 38°C;
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Mal-estar.
Porém pode apresentar sintomas no recém-nascido, como:
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Perda visual progressiva;
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Moscas volantes;
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Perda auditiva progressiva.
Complicações
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Malformações fetais;
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Parto prematuro;
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Microcefalia;
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Retardo mental;
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Epilepsia;
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Surdez.
Exames
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Mapeamento de retina;
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Retinografia;
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Angiofluoreceinografia;
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OCT e outros.
Transmissão
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Fluidos corporais contaminados (urina, fezes, lágrima, secreções respiratórias, leite);
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Via vertical (transplacentária e amamentação).
Exames laboratoriais
Identificados através de exames de sangue CMV durante a gestação, podendo apresentar resultados como:
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IgM não reagente ou negativo e IgG reagente ou positivo: a mulher já teve o contato com o vírus há mais tempo e o risco de transmissão é mínimo.
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IgM reagente ou positivo e IgG não reagente ou negativo: infecção aguda pelo citomegalovírus, é mais preocupante, o médico deverá orientar o tratamento.
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IgM e IgG reagentes ou positivos: deve ser realizado um teste de avidez. Caso o teste seja inferior a 30%, há maior risco de infecção do bebê durante a gravidez.
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IgM e IgG não reagentes ou negativos: nunca houve contato com o vírus e, por isso, deve-se ter medidas de prevenção para evitar uma possível infecção.
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IMPORTANTE: O exame no bebê só deve ser feito depois dos 5 meses de gravidez (avaliando o líquido amniótico) e 5 semanas após a infecção da gestante.
Exame de fundo de olho
Diagnóstico
Existe exame laboratorial específico para pesquisar anticorpos contra o citomegalovírus. Os anticorpos da classe IgM estão presentes apenas na fase aguda da infecção e os da classe IgG também aparecem na fase aguda, mas persistem por toda a vida.
Tratamento (geralmente indicado em doenças graves e em pacientes com imunodeficiência)
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Ganciclovir;
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Foscarnet;
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Cidofovir;
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Ou tratamento para aliviar os sintomas.
Prevenção
a) Reforçar hábitos de higiene: lavagem das mãos após contato com pessoas, independentemente de apresentarem ou não a doença. Atenção especial deve ser dada as crianças, pois frequentemente elas são infectadas pelo CMV e podem excretar prolongadas grandes quantidades virais na urina, na saliva e nas fezes. Mesmo que a criança seja filha da gestante, existe a possibilidade de ela ter se infectado no contato com outra criança. Devem-se tomar cuidados durante a troca de fraldas, beijos que levem ao contato com saliva etc;
b) Evitar aglomerações: o contato pessoa a pessoa facilita a contaminação por meio de secreções;
c) Hábitos sexuais: reduzir o número de parceiros sexuais, usar preservativo de barreira (“camisinha” feminina ou masculina) durante todas as relações sexuais;
d) Mesmo que seja com familiares ou filhos menores, não compartilhar objetos de uso pessoal: seringas, agulhas, talheres, escovas de dente, materiais cortantes ou potencialmente cortantes (ex.: alicates de unha, instrumentos para colocação de piercings ou tatuagens etc.).
Observação: A realização de cesarianas não demonstrou benefícios na prevenção da infecção primária (Grau D) e que se a mãe adquirir infecção ao longo da amamentação está indicado à suspensão do aleitamento materno.
Repercussões da doença: Os quadros maternos geralmente são assintomáticos ou do tipo gripal leve, e manifestações mais graves e aparentes ocorrem apenas em mulheres imunossuprimidas (infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, usuárias de imunossupressores). Diferentemente da infecção perinatal, a infecção congênita pelo CMV pode trazer prejuízos para parte dos recém-nascidos acometidos.
A grande maioria (80 a 90%) dos recém-nascidos infectados não apresenta nenhum sinal de infecção por esse vírus perceptível ao nascimento. Entre 5 e 10% dos recém-nascidos manifesta sinais típicos, com envolvimento de múltiplos órgãos: hepatoesplenomegalia, microcefalia, calcificações intracranianas, hidropsia, icterícia colestática, convulsões, petéquias e púrpura. Esses quadros generalizados são de evolução rápida e com mortalidade em torno de 20 a 30%. Apesar da grande maioria das infecções congênitas serem assintomáticas ao nascimento, entre 10 e 15% das crianças pode desenvolver sequelas que incluem deficiência auditiva e alterações neurológicas. Em grande parte das crianças as sequelas são progressivas e tornam-se perceptíveis ao longo da infância (geralmente nos primeiros 2 anos).
EM CASO DE SUSPEITA, SEMPRE CONSULTE SEU MÉDICO.
NÃO INGIRA MEDICAMENTOS SEM PRESCRIÇÃO.
A PREVENÇÃO É A MELHOR MANEIRA DE COMBATER DOENÇAS.
Fonte
https://www.tuasaude.com/citomegalovirus-na-gravidez/
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72802018000300153&script=sci_arttext



Assunto 4 (11/07/19)
Herpes Congênita
Definição: A Herpes Congênita, também conhecida por Ceratoconjuntivite Herpética Congênita, embora rara, leva a um alto índice de morbimortalidade do recém-nascido. O agente etiológico, em boa parte das vezes, é o Herpes simplex tipo II. As manifestações podem ser mucocutâneas, neurológicas e/ou disseminadas.
O primeiro episódio de infecção em gestante, devido ao alto risco de transmissão vertical (mãe-feto) ou através do parto, deve ser tratado especialmente no terceiro trimestre de gestação e quando há evolução para parto vaginal.
Vale ressaltar que o parto cesáreo apesar de ser indicado para pacientes com episódios de infecção no terceiro trimestre de gestação e manifestações clínicas e ativas no período do trabalho de parto, não elimina completamente o risco de transmissão da doença para o recém-nascido devendo ser realizado, por sua vez, de maneira eletiva e se a ruptura de membrana for no mínimo, em menos de quatro horas. É indicado dessa forma, devido a replicação viral e produção de anticorpos insuficiente para proteção do recém-nascido.
Transmissão: A transmissão fetal acontece, na maioria das vezes, através do contato do feto com secreções genitais maternas infectadas. Mas, também pode ocorrer infecção pós-natal e por outras vias.
Diagnóstico: Por meio da história clínica da paciente (febre, prurido e ardor genital, mal-estar), exame físico para detecção de lesões ativas (pequenas bolhas na região genital que se rompem formando feridas e desaparecem espontaneamente) e sorologia. Gestantes com diagnóstico no primeiro trimestre de gestação podem ser acompanhadas com exames laboratoriais (culturas, testes moleculares, pesquisas de antígenos e sorologia para HSV 1 e 2) com o propósito de identificar a replicação viral.
O exame de PCR (reação em cadeia de polimerase) é indicado para diagnósticos em recém-nascidos, principalmente em líquor, e também em sangue. O recém-nascido exposto deve permanecer em período de observação entre 7 a 14 dias (tempo de incubação do vírus em questão).
Manifestações oculares: O envolvimento retiniano pode ser severo incluindo exsudatos, embainhamento e tortuosidade extrema dos vasos retinianos, opacidade inflamatória do vítreo, necrose retiniana, disco óptico elíptico, acometimento de mácula, palidez de papila e atrofia pigmentar do epitélio da retina. Além disso, pode haver retinocoroidite (sinal patognomônico), catarata, atrofia óptica, fotofobia, lacrimejamento, edema palpebral e quemose (inchaço da conjuntiva).
Outras manifestações: mucocutâneas, infecção disseminada para o sistema nervoso central (SNC). Nos primeiros meses de gestação, a infecção pelo Herpes vírus tipo II pode ser a causa de aborto.
Tratamento: Antivirais tópicos são recomendados, como o colírio de trifluridina 1% 9 vezes ao dia, pomada de vidarabina 3%, 5 vezes ao dia, e em alguns casos aciclovir oral.
Para mais informações e para um tratamento adequado, não deixe de consultar um profissional especializado.
Fontes
http://rmmg.org/artigo/detalhes/1603
http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/revista-medica/materias/Pages/danos-oculares-causados-por- doencas-infecciosas.aspx>.







Assunto 5 (12/07/19)
Sífilis Congênita
Definição: A sífilis congênita é uma doença transmitida para criança durante a gestação (transmissão vertical).
É recomendado que a gestante tenha ao menos 3 momentos de realização de testes:
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Primeiro trimestre de gestação;
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Terceiro trimestre de gestação;
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Momento do parto ou em casos de aborto.
Além disso, a sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança.
Agente etiológico: Treponema pallidum
Sinais e sintomas (recém-nascido)
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Cegueira;
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Malformação dos dentes (incisivos de hutchinson);
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Problemas ósseos;
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Feridas no corpo;
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Surdez;
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Deficiência mental.
Sinais e sintomas (adulto) – Segundo o Ministério da Saúde
Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença, que se divide em:
Sífilis primária - sintomas
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Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias.
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Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.
Sífilis secundária - sintomas
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Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.
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Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias.
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Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
Sífilis latente – fase assintomática - sintomas
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Não aparecem sinais ou sintomas.
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É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
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A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.
Sífilis terciária - sintomas
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Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
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Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.
Observação: Podem existir casos de pessoas sem sintomas tenham a doença e não saibam, devido a doença aparecer e desaparecer (fase latente). Por isso a importância de realizar o teste e aderir ao tratamento, quanto mais rápido o tratamento, melhor a recuperação do paciente.
Complicações
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Aborto espontâneo;
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Parto prematuro;
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Morte ao nascer.
Transmissão
Sabe-se que a sífilis é predominantemente uma doença de transmissão sexual e que quando não tratada pode gerar complicações. Uma delas é a transmissão por via hematogênica (sangue) e placentária da mãe não tratada adequadamente/sem tratamento para o feto.
Exames
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Teste rápido ou chamado de TR (fornecido pelo SUS) - tempo de 30 minutos para confirmação do diagnóstico;
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Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico.
Exame de fundo de olho
Observam-se características de alteração do epitélio pigmentado da retina (fundo em sal e pimenta) e possíveis alterações do disco óptico.
Tratamento
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Penicilina benzatina (benzetacil), que poderá ser aplicada na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência.
A parceria sexual também deverá ser testada e tratada para evitar a reinfecção da gestante. São critérios de tratamento adequado à gestante:
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Administração de penicilina benzatina.
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Início do tratamento até 30 dias antes do parto.
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Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis.
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Respeito ao intervalo recomendado das doses.
Prevenção
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Uso de preservativo (camisinha) masculino ou feminino;
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Realização de pré-natal de qualidade.
Fontes
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_sifilis_bolso.pdf
http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=50
http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sifilis-2
http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/revista/37/sifilis.asp






