
Sabia que a história dos absorventes datam desde de 2.000 a.C. ?
No passado, algumas civilizações utilizavam técnicas muito criativas e até mesmo inusitadas para colocar no canal vaginal, vamos ver um pouco mais:
-
Egito: Papiro processado.
-
Roma: Chumaços de lã macia.
-
Grécia: Pedaços de pano recobertos com gravetos, afim de facilitar a inserção.
-
Índia: Fibras de vegetais.
-
Japão: Pedaços de papel enrolados como um “canudo” (semelhante ao formato dos absorventes internos de hoje).
OBS: Nessa época, a menstruação era vista com algo ruim produzido pelo corpo feminino (venenos ou toxinas).
Idade Média
Já na Idade Média, foram inseridas as primeiras impressões do que seria um absorvente. As chamadas “toalhinhas”, eram pedaços de pano que eram colocadas sob as roupas íntimas (sem precisar colocar no introito vaginal). Além de serem confortáveis, poderiam ser reutilizados após serem lavados. O grande problema é que eles eram lavados geralmente após a lavagem de diversas outras coisas (ou seja, em água suja), o que mostrava a falta de conhecimento sobre a importância da higiene na saúde do ser humano (até mesmo na lavagem de mãos).
Sem a utilização de produtos como sabão ao lavar esses absorventes, muitas mulheres desenvolviam alergias, irritação e até mesmo corrimentos.
Outro problema era que além de alguns se parecerem com um cinto de castidade (o que tornava a aparência não muito agradável), por a menstruação ser um tabu, muitas mulheres lavavam escondido e colocavam para secar diretamente no sol, afim de esconder que usavam esse pano para essa finalidade.
Alguns achavam que o fato das mulheres sangrarem durante uma semana e não morrerem, eram porque poderiam ser bruxas ou mesmo considerado como castigo divino.
Século 19 – Estados Unidos e Alemanha
Ainda eram utilizados os absorventes de pano, por ainda serem as opções mais higiênicas disponíveis, mesmo com os Estados Unidos criando uma versão de tecido mais higiênico, ainda tinha diversos problemas.
Porém a Alemanha conseguiu mudar os eixos ao criar os primeiros absorventes descartáveis, feitos de bandagens que eram colocados na cintura, evitando que descolassem. Sendo comercializados em 1890 em embalagens com 6 unidades.
Século 20 - Modess, Tampax e Coletores Menstruais
Foi durante a Primeira Guerra Mundial, que enfermeiras puderam desenvolver os absorventes mais semelhantes aos da atualidade.
Ao perceberem que as compressas de gaze (contendo celulose), que as enfermeiras usavam nos soldados feridos, tinham um alto poder de absorção (maior que o algodão), desta, nasceu um novo conceito: os primeiros esboços dos absorventes usados atualmente.
Já os absorventes internos, surgiram em meados de 1933, podendo usar com aplicador (Tampax) nos Estados Unidos ou mesmo o OB na Alemanha.
A sigla OB é derivada do alemão “ohne binde” que significa “sem toalha”.
Sem falar que...segundo alguns registros, em 1937, que podem ter sido criados os primeiros coletores menstruais nessa época. Porém com pouca adesão do público, visto que geravam muito desconforto, além do fato do corpo ter contato com o sangue.
Século 21 – As Calcinhas Absorventes e Absorventes de Pano
Entrando em uma nova era, as calcinhas absorventes e os absorventes de pano tem em mente um conceito de explora gerar menos lixo para o meio ambiente, comparado aos absorventes descartáveis. Além de poder criar alternativas mais confortáveis, higiênicas, fáceis de manipular e reutilizar.
Podendo permitir ao longo da história, analisar a mentruação como um ciclo natural do corpo feminino, permitindo não só aprender a conhecer o corpo, como a pensar nele de uma forma especial.






