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Definição: Tricomoníase se trata da doença sexualmente transmissível (DST) não-viral mais comum no mundo causada pelo protozoário unicelular Trichomonas vaginalis que pode acometer tanto homens como mulheres.
É uma doença de idade reprodutiva e raramente é observada antes da menarca e após a menopausa.
Nas mulheres, a região mais comumente afetada é o trato genital inferior (vulva, vagina, colo do útero e/ou uretra). A infecção pode ser assintomática ou causar uretrite, cistite e vaginite. É bastante comum a Tricomoníase estar acompanhada de gonorreia e de outras DST’s.
Vale lembrar que pessoas assintomáticas podem transmitir sim a infecção para outras.
A Tricomoníase pode estar associada ao HIV e como a mesma determina uma resposta celular local com inflamação da mucosa vaginal, o Trichomonas vaginalis causa, com frequência, pontos hemorrágicos na mucosa permitindo o acesso do vírus – HIV – para a corrente sanguínea. Além disso, o parasito tem a capacidade de degradar o inibidor da enzima protease leucocitária secretória o qual é responsável pelo bloqueio do ataque viral a célula.
No curso de uma infecção pelo Trichomonas vaginalis, pode ocorrer um aumento na secreção de citocinas (interleucinas 1, 6, 8 e 10), conhecidas por elevar a sensibilidade ao HIV.
Fatores de risco: Promiscuidade, relação sexual sem camisinha, histórico de outras DST’s, episódio prévio de Tricomoníase, fase do ciclo menstrual, condições socioeconômicas, entre outros.
Diagnóstico: Através de sinais e sintomas, como corrimento vaginal abundante de mal cheiro e coloração branca, cinzenta, amarelada ou até mesmo esverdeada; hiperemia vaginal (vermelhidão); prurido vulvar (coceira); erosão e pontos hemorrágicos na parede cervical (cérvice com aspecto de morango) que são observados apenas em 2 a 5% das mulheres; disúria, dispareunia; ardor; dor abdominal (casos raros que podem indicar infecção de trato urogenital superior). Muitas vezes os sintomas pioram durante a menstruação. Em alguns casos, a Tricomoníase é assintomática e descoberta em exame de rotina.
Exames laboratoriais (exame de amostra cervical e vaginal, método de cultura, sistema de cultura InPouchTV e PCR), são necessários e essenciais para o diagnóstico da doença, pois o diagnóstico clínico, neste caso, não é altamente específico.
OBS: Testes imunológicos não são rotineiramente utilizados no diagnóstico da Tricomoníase, uma vez que, a resposta por anticorpos depende de diversos fatores, como a natureza, a forma livre ou inativa, a concentração no local do antígeno e a duração da estimulação do sistema imune.
Complicações: Sua severidade pode a displasia/metaplasia, infertilidade, amplificação da transmissão do HIV, entre outras.
A Tricomoníase está relacionada com a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), pois infecta o trato urinário superior e causa resposta inflamatória que degrada a estrutura tubária prejudicando a fecundação.
Gestantes infectadas podem ter algumas complicações, como parto prematuro, endometrite pós-parto, feto natimorto e morte neonatal. Na literatura é relatada que pode ocorrer a presença de corrimento vaginal em recém-nascidas infectadas pelo Trichomonas vaginalis.
Tratamento: O tratamento de escolha para a Tricomoníase é o metronidazol, mas há casos relatados de resistência a este medicamento. Além disso, o tratamento de parceiros, a educação pública e programas de intervenção são essenciais para o tratamento.
Em caso de suspeita, consulte um ginecologista.
Fontes
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442004000300005, acessado em 06/07/19.
http://www.dst.uff.br/revista22-2-2010/4%20-%20Tricomoniase.pdf, acessado em 06/07/19.



